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segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Acontece de tudo a este Sporting!

Sporting tentou o necessário golpe de asa em Coimbra, demonstrou atitude e empenho, e esteve quase, quase, a conseguí-lo, mas um golo nos descontos de Pavlovic acabou com esse desiderato, quando os apaniguados leoninos já sonhavam com o regresso às vitórias. Agora, já são três jogos sem conhecer o sabor dos triunfos.


Apesar dos safanões de Liedson, do estoicismo de Tonel e da clarividência, a espaços, de João Moutinho, a turma de Alvalade não foi além do empate e, com isso, o segundo lugar, o objectivo mais realista neste momento, continua a três pontos. De nada valeu a escorregadela encarnada, já que os seus rivais da Segunda Circular não conseguiram rendibilizá-la.

Num onze sem surpresas, com os jogadores que, teoricamente, melhores garantias darão a Paulo Bento neste momento, mas com uma alteração táctica (4x1x3x2 para 4x2x3x1) por força da lesão de Purovic, a equipa de Alvalade demorou a adaptar-se ao estado do terreno, pese uma entrada a toda o gás, e só no último quarto-de-hora da primeira parte logrou tirar as garras de fora.

Nessa altura, o Sporting conseguiu, finalmente, ter mais posse de bola, um momento que coincidiu com a fase em que Liedson logrou livrar-se do espartilho aplicado pela defesa da casa. Em duas ocasiões, valeu a atenção de Pedro Roma para evitar males maiores depois de os centrais dos estudantes terem ficado irremediavelmente para trás.

Até de bicicleta


As substituições de Paulo Bento pouco trouxeram. Manteve-se o sinal mais dos leões, com a Académica à espreita de algum contra-ataque que lhe pudesse valer uma surpresa, mas sem argumentos suficientes para justificar mais, de tal forma se apresentava encolhida a equipa de Domingos Paciência.

O Sporting tentou de várias formas. Até de bicicleta Liedson lá foi, mas para bater Pedro Roma era preciso algo mais. Era preciso explorar uma das pechas da equipa de Coimbra: as desconcentrações defensivas, principalmente em lances de bola parada. O livre de Moutinho tem tudo para ser bem sucedido e Tonel, qual relâmpago, cabeceou a contar.

Sporting marca mas não sabe gerir


Os leões procuraram, então, acalmar a partida, mas deram demasiado espaço ao adversário. Paulatinamente, foram recuando as suas linhas e isso revelou-se fatal. Se os homens de Paulo Bento mostraram ter a lição estudada no golo, quando aproveitaram um dos pontos fracos do adversário, esqueceram-se de ler o último capitulo, aquele que diz que a Académica, nos últimos tempos, tem feito pontas finais fulgurantes (chegou ao empate assim no último jogo, com o Sp. Braga.)

O primeiro aviso ficou-se por um petardo de Tiero, que saiu à trave com Rui Patrício completamente batido. Mais tarde, foi o jovem guardião quem retardou o empate com uma defesa segura perante o remate ameaçador de Joeano.

A sobranceria (será imaturidade da equipa e incapacidade para gerir os resultados?) com que os sportinguistas encaram a parte final do encontro teve um castigo duro, porventura imerecido, mas nestas coisas do futebol, todos os segundos contam. Que o diga Pavlovic.

in "mais futebol"

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