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domingo, 2 de novembro de 2008
PASSA A BOLA: A crise do FC Porto
O FC Porto está em crise. As últimas três derrotas consecutivas da equipa são sinónimo disso mesmo. Qual é, então, o problema maior do tri-campeão? Os jogadores? O treinador? Ou será, apenas, mera falta de sorte?
Nos rivais Benfica e Sporting, este cenário seria normal, pois são equipas que, ano após ano, desapontam os seus adeptos com derrotas e empates sem fim. Mas no Porto não. Aliás, é preciso recuar três anos para encontrar semelhante panorama no Dragão.

Os factores para esta crise são vários. Desde já a saída de dois jogadores fulcrais no modelo táctico de Jesualdo Ferreira: Paulo Assunção e Ricardo Quaresma. O primeiro emprestava à equipa uma segurança defensiva enorme, permitindo ao ‘’motor’’ Lucho, tarefas mais ofensivas. O segundo era o mágico da equipa. Quando um jogo não corria bem, Quaresma inventava um lance e decidia o jogo. Mais: no 4-3-3 de Jesualdo, exige-se extremos clássicos, coisa que Quaresma é, e que Rodríguez, por agora, não é.

Falando em Rodríguez, é evidente que os substitutos contratados não estão à mesma altura que os jogadores que saíram. Rodríguez está longe de ser Quaresma, Fernando não tem ainda a experiência de Assunção e Sapunaru não ataca como Bosingwa. Provavelmente não se via, desde há 20 anos, altura que Pinto da Costa ascendeu ao seu trono, contratações tão falhadas como nesta época.


Outro dos problemas apontados ao mau momento do Porto é forma de Lucho. Como referi anteriormente, Paulo Assunção permitia a Lucho, o ‘’motor’’ da equipa uma avalanche mais ofensiva, sendo que raramente se via o argentino em tarefas defensivas. Ora, sem Assunção, Lucho tem de correr mais atrás da bola, cansando-se, como é óbvio, mais rapidamente. Mas pode não ser este o problema maior em Lucho. É que o argentino afirmou, este verão, que queria sair da invicta. Estará ele a jogar contrariado?

E Jesualdo Ferreira? Tem culpas nesta crise? Parece-me que não, pelo menos dentro de campo. Ele tem feito tudo correctamente: o melhor onze e as melhores substituições. Contudo podemos apontar-lhe culpa na política de contratações do clube. Exigia-se ao ‘’mister’’ que para os lugares de jogadores tão essenciais se contratasse jogadores de igual valor. O que ele contratou, ou aprovou: argentinos em massa.

Por último: será que falta, a este Porto, apenas e só, sorte? É que ao ver um jogo dos ‘’dragões’’ fica-se com a sensação que o jogo poderia ter acabado com a vitória portista. Faz lembrar o Benfica ou o Sporting na época passada…

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