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domingo, 12 de abril de 2009
Noite de azar com lenços brancos na Luz
O Benfica fez 24 remates à baliza e a Académica apenas cinco. A Briosa, contudo, acabou por vencer, muito por culpa da exibição do guarda-redes Peskovic. Quique Flores, para os adeptos, foi o principal culpado e viu-se bastante contestado no final da partida.

O Benfica perdeu ontem com a Académica num jogo em que Peskovic foi enorme e numa noite em que Quique Flores viu os primeiros lenços e lençóis brancos.

Ontem, o Benfica jogou melhor (não era preciso muito) do que na semana passada na Reboleira. Criaram muitas ocasiões de golo e quando isso acontece há mérito dos jogadores, neste caso dos encarnados. Mas também é certo que a jogar assim Nuno Piloto, capitão da Briosa, tem razão no que disse a meio da semana: "O Benfica não joga para ser campeão."

Não joga porque treme, e muito, na defesa quando não está Luisão. Não joga porque quando se remate 24 vezes à baliza (a Académica fez cinco) é quase obrigatório marcar um golo. E ontem não jogou assim tão bem porque para construírem as principais ocasiões de golo as águias tiveram de recorrer a lançamentos longos para a linha de quatro homens que o Benfica tinha na frente. Era incompreensível como tanto Carlos Martins (jogou na vez de Katsouranis) e Ruben Amorim não tentavam, antes, levar a bola para a frente. O exagero nos lançamentos longos ia dando resultado, é certo, mas não deixou de ser um exagero.

Até porque a Académica, que um ano depois voltou a vencer na Luz, aproveitava os erros desses lançamentos para partir em contra-ataque. E foi num desses que chegou ao golo da vitória, após dois erros de Miguel Vítor. Primeiro cedeu infantilmente um pontapé de canto e depois não marcou bem Tiero, o autor do único golo.

Após este tento, os encarnados tremeram, desorientaram-se. Também porque não houve ninguém para pegar no jogo. Como tem sido hábito nos últimos tempos, mais uma vez não houve um homem a pendular o futebol. Mais uma vez, esse alguém que o poderia fazer foi encostado, incompreensivelmente, à esquerda. Falamos de Aimar. É certo também que o argentino ainda não demonstrou tudo, mas ontem foi dos melhores, mas quando fugia para o meio Quique levantava-se a rectificá-lo.

No segunda parte, só existiu Benfica, a Académica defendeu o bom resultado. Os encarnados, contudo, ora esbarravam no gigante (em tudo) Peskovic, nos postes, ora exageravam nos longos lançamentos. Tiveram azar, mas ficaram fora da luta pelo título e provaram que para serem campeões há que jogar muito melhor.

Resumo

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