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quarta-feira, 15 de abril de 2009
Porto - Man Utd 0-1, Champions League
A sombra de um antigo campeão frente à imagem de actual campeão foi o quadro pintado na partida do Estádio do Dragão para os quartos de final da Liga dos Campeões 2008/09.

O Arsenal amansou os críticos que instigavam à sua queda e mais uma vez demonstrou classe na vitória sobre o Villarreal, 3-0 e adensou a supremacia britânica relativamente à consistência do futebol praticado onde falam as exibições, os títulos e os melhores jogadores considerados pelas instâncias mais preponderantes do futebol.

2004/05 Liverpool vencedor, 2005/06 Arsenal vencido (Barcelona), 2006/2007 Liverpool vencido (Milan), 2007/08 Man Utd vencedor. 2008/09 são três as equipas que integram o quadro das meias-finais da competição, Chelsea, Arsenal e Man Utd em que garantida está, no mínimo, outra equipa das terras de Sua Majestade na grande final da competição mor de clubes a nível mundial.

As declarações do quadro técnico do F.c. Porto rematando com orgulho constante nas palavras e adjectivos ao jogo efectuado dos dragões, caiu numa realidade diferente do jogo praticado, sendo que a dependência de um jogador volta a deixar os azuis pelo caminho numa competição europeia.

Hulk, a promessa adiada que tantos rebatem como um dos melhores jogadores actuais do panorama futebolístico, sendo que na maioria das suas exibições o egoísmo é a cabeça de cartaz, independentemente dos feitos individuais que deslumbrou tantos adeptos e críticos, porém a sua ambição de demonstrar algo que não a si mesmo fez com que um 8x80 despontasse nesta partida com valores imensamente abaixo da média. Do outro lado, Nani quando entrou, passados minutos, foi repreendido por Sir Alex Ferguson devido à constante individualidade e perca de objectividade, o que acaba por antever um futuro próximo ao serviço de outro clube, potencialmente, por empréstimo. De Nani para Hulk, onde o brasileiro poderá integrar o quadro de célebres jogadores, ainda que o mesmo para acontecer terá de ser moldado a um nível competitivo diferente.

O Porto jogou demasiado retraído e com alguma falta de objectividade face à meta final, a obtenção de uma vitória ou de um empate inferior a dois golos; Centralizando muito o seu jogo e com alguma ausência de jogadas de perigo, salvo raras excepções, os azuis pecaram por transições efectuadas “muito em cima do joelho” que esbarraram numa defesa do United mais segura com a inclusão de Ferdinand a dar cartas claras e que ditou o jogo defensivo praticado pelos ingleses, dando uma maior estabilidade de jogo a O’Shea, Vidic, Anderson (voltou após lesão) e Carrick.

Manchester contou com a infusão de classe e experiência de Ryan Giggs que orquestrou a maioria dos ataques, garantiu uma maior confiança e liberdade a Rooney que deixa os seus 36 passes certos vs 2 passes errados libertar uma maior operância ofensiva nesta partida que o eclipsou na partida anterior. Tendo o United jogado uma partida mais ao nível de equipa e integrando dois trincos, no caso Carrick e Anderson, conseguiram filtrar muito do jogo afunilado do Porto, potenciando um jogo mais conseguido por Ronaldo, que acabou por sentenciar a partida com o golo fantástico e fez do Dragão o teatro dos sonhos, continuando assim a discussão de quem será o próximo melhor do mundo ( dada a dependência, invariavelmente, atribuída aos títulos obtidos ) para a temporada de 2009.


O Porto voltou a ter em Fernando e Cissokho as pedras mais influentes do xadrez sem esquecer o jogo bastante optimizado em termos de forma de Raul Meireles, que se torna assim, também, uma mais valia para a Selecção Nacional. Se Ronaldo arrancou e decidiu a partida numa acção individual que nenhum jogador poderia prever, já de seguida Fernando e Cissokho endireitaram o jogo defensivo dos azuis, sem uma influência tão grande ao nível das transições e a posterior perda do “El Comandante” Lucho deu maiores dores de cabeça à equipa do suspendido, por Platini, Jesualdo Ferreira.

Nos pormenores se diferenciam os campeões, e infelizmente, um livre directo fantástico de Bruno Alves para o campeonato ajudou aos 3 pontos, mas a desatenção em Old Trafford, custou a eliminação.

No computo geral, o Manchester United passa, apesar de algumas dificuldades, com distinção na eliminatória, fazendo do seu jogo habitual de contenção e inversões ofensivas garantidas nas armas individuais a supremacia do seu potencial e consequente diferença.

Uefa atribui o melhor em campo a Ronaldo, sendo que os Mestres do Futebol consagraram o mesmo prémio a Giggs, deixando uma menção de honra para Anderson e Carrick que, estatisticamente e em termos de exibição, foram extremamente influentes na mesma proporção.

Melhores marcadores Messi 8G, Gerrard 7G, Klose 7G, Lisandro 6G;

Melhor Jogador Uefa CL 2008/09 liderada por Ribery e Gerrard com 59P, Messi 58P, Lampard 53P e Klose 52P.

Manchester United nas meias-finais vai encontrar o Arsenal e Chelsea defrontará o Barcelona.

Para amanhã, os Mestres do Futebol apresentam os quartos de final da Taça UEFA:

Marselha-Shakhtar
Udinese-Werder Bremen
Dínamo Kiev-PSG
Manchester City-Hamburgo

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