Os Mundiais e Europeus são provas curtas e de resistência. Uma componente inicial de três jogos nos quais a vitória não é imperativa em todos. Seguem-se mais três em que importa acima de tudo, não perder, mais do que ganhar. Assim sendo faz sentido perguntar: vale a pena o esforço?
Não, não vale. Dos quatro primeiros classificados de cada grupo, apenas um continua em prova e por lotaria. A Itália, tendo ganho apenas um jogo, ia-se conseguindo qualificar para as meias-finais. A croácia não tendo perdido qualquer jogo (3 vitórias e 1 empate), está de fora. A Holanda, quase lhe segue o passo.
Estas equipas, a par com Portugal, qualificaram-se cedo demais e puderam descansar os seus jogadores. Valeu-lhes de algo? Não. Perderam ritmo competitivo e em nada se notou a suposta frescura física em relação aos opositores.
E quem começou mal, como a Turquia, Alemanha ou Rússia, seguem de vento em popa cada vez melhores. Valeu mais poupar esforços a princípio e apostar agora tudo na recta final, onde tudo, realmente se decide. A juntar a isto mais uma curiosidade que já vem de trás: nenhuma destas equipas se qualificou para o Europeu em primeiro do seu grupo. A poupança já vinha sendo feita há mais tempo.
Confirmam-se os adágios. Vale mais partir devagarinho, guardar energias e acelerar no final, que fazer um grande fogo-de-artifício e cair com a língua de fora ao fim da primeira volta.
Etiquetas: Causas e Consequências, Euro 2008
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