
Portugal foi hoje eliminado do Euro 2008, após perder com a Alemanha por 3-2. Depois de um início de jogo onde a Alemanha foi mais forte, Portugal equilibrou a partida depois de estar a perder por dois golos de diferença, mas faltou alguma criatividade ao seleccionado luso. Portugal reduziu para um golo de diferença, mas novo erro permitiu aos germânicos voltar a uma posição de vantagem de 2 golos. A 2 minutos do fim Hélder Postiga ainda reduziu, mas já não foi a tempo de conseguirmos restabelecer a igualdade.
Joachim Low escalou Lukas Podolski na equipa inicial, deixando Frings no banco de suplentes, como que cumprindo um meio «bluff». Scolari, fiel à sua palavra, repetiu os dois «onzes» vitoriosos utilizados nas duas primeiras partidas da fase de grupos.
A partida começou com a Alemanha a ter maior posse de bola, com um Portugal expectante, assistindo à troca de bola dos jogadores germânicos. Apesar de não estarem a chegar muito perto da baliza de Ricardo, o que é certo é que sem ter posse de bola, Portugal não conseguia assustar o último reduto de Lehmann.
Depois de Nuno Gomes ter falhado um cabeceamento na resposta a um centro da direita de Bosingwa, e de João Moutinho ter desperdiçado uma clara oportunidade de golo, a Alemanha acabou por chegar ao primeiro golo.
Lukas Podolski ganha em velocidade a Bosingwa e centra a bola para uma entrada em progressão de Schweinsteiger que não tem dificuldades em bater Ricardo.
Era importante perceber como Portugal reagia ao golo sofrido, mas a história do jogo não foi simpática para a Selecção já que o segundo golo dos alemães surgiu quase de imediato. Na sequência de um livre da esquerda, Klose aparece sozinho na área e, com o ombro, bate Ricardo pela segunda vez. A defesa nacional esteve muito mal neste lance, permitindo a vários adversários surgirem na cara do golo.

Portugal parecia uma equipa amorfa, com alguma crise de confiança, e um golo era fundamental para aumentar os índices de confiança. Golo esse que acabou por surgir à passgem do minuto 42, com Simão a descobrir Ronaldo na esquerda, tendo o jogador do Manchester United rematado cruzado para a defesa de Lehmann. A bola sobra para a entrada da pequena área, surgindo Nuno Gomes a rematar à meia volta com o pé esquerdo para o fundo das malhas.
A esperança renascia, e o resultado ao intervalo permitia acreditar que uma boa segunda parte lusa poderia recolocar Portugal na rota das Meias Finais.
Portugal começa muito melhor que a Alemanha a segunda parte, empurrando a equipa germânica para perto da sua área, mas sem fazer por isso foi a Alemanha quem aumentou a vantagem.
Novamente na sequência de um livre da esquerda, Ballack dá um pequeno toque nas costas de Paulo Ferreira colocando-o fora da jogada, e depois de cabeça aproveita uma saída deficiente de Ricardo.
A sensação que ficava era que depois de tanto trabalho para reduzir a vantagem, e para aproximar a equipa do empate, uma falta e um erro individual do guarda redes nacional deixava-nos outra vez com uma tarefa herculeana pela frente....

E Portugal acabou mesmo eliminado... não sem antes ter reduzido mais uma vez a desvantagem. Nem sempre da melhor forma, Portugal tentou procurar o golo, e o tento acabou por surgir por Hélder Postiga a 2 minutos do final, depois de um golpe de cabeça após um bom trabalho de Nani.
Ainda tentámos, é verdade que tentámos, mas não deu... Perdemos... Sem termos praticado um futebol criativo acabamos eliminados, dizemos adeus ao Euro, e o país despede-se também de Scolari que, depois de 4 anos, iniciará um novo ciclo agora ao serviço do Chelsea.
Uma palavra final para a excelente exibição de Deco, que pautando todo o jogo ofensivo de Portugal surgiu sempre como elemento mais esclarecido da equipa, tentando sempre assumir a responsabilidade dos lances.